Padroeiro:
Das pessoas rejeitadas, das que se sentem sozinhas e das que sofrem maus-tratos. Também é muito lembrada pelos enfermeiros e por todos que cuidam dos doentes.
História:
Santa Maria Bertilla Boscardin nasceu em 6 de outubro de 1888, em Brendola, perto de Vicenza, no norte da Itália, e recebeu no Batismo o nome de Ana Francisca. Sua família era pobre e vivia do trabalho no campo. O pai tinha um gênio muito difícil, era ciumento e violento, e a pequena Ana cresceu num lar cheio de dificuldades, mas sua fé foi crescendo no meio delas.
Como precisava ajudar em casa e na roça, quase não frequentava a escola, e ainda trabalhou como empregada numa casa vizinha. Muita gente a achava lenta e sem talento, zombava dela e até a chamava de “gansa”. Mesmo assim, Ana tinha um coração cheio de Deus: fez a Primeira Comunhão por volta dos oito anos, mais cedo do que era costume na época, e aos doze entrou para a associação das Filhas de Maria da sua paróquia. O pequeno catecismo que ganhou do padre nessa época foi encontrado no bolso do seu hábito quando ela morreu.
Depois de ser recusada por uma congregação, foi aceita em 1904 pelas Irmãs Mestras de Santa Doroteia, Filhas dos Sagrados Corações, em Vicenza, onde recebeu o nome de Irmã Maria Bertilla. No começo, trabalhou na cozinha, na padaria e na lavanderia. Com muita simplicidade, disse à sua mestra: “Eu não sei fazer nada, sou uma pobre gansa. Ensine-me, porque eu quero ser santa!”
Fez seus votos em 1907 e foi enviada ao hospital de Treviso, onde aprendeu a ser enfermeira. Ali cuidou com enorme carinho das crianças doentes, especialmente das que tinham difteria, uma doença grave e muito contagiosa. Em 1914, ao final de um retiro, escreveu o seu programa de vida: “Jesus como meu modelo, Deus como minha meta, Maria como meu apoio e eu mesma como oferta”.
Durante a Primeira Guerra Mundial, depois da derrota italiana em Caporetto, em 1917, Treviso passou a ser bombardeada. Enquanto muitos corriam para os abrigos, Irmã Bertilla ficava ao lado dos doentes que não podiam ser levados, rezando com eles e acalmando o medo de todos. Mais tarde, quando o hospital foi transferido para a Lombardia, uma superiora não compreendeu o seu trabalho e a mandou de volta para a lavanderia. Ela obedeceu em silêncio, sem reclamar, até que outra superiora reconheceu o seu valor e a colocou à frente da ala das crianças com doenças contagiosas.
Por muitos anos, Irmã Bertilla sofreu com um tumor doloroso, mas escondia a dor para continuar servindo. Morreu em Treviso, depois de uma cirurgia, em 20 de outubro de 1922, com apenas 34 anos. Suas últimas palavras foram um recado para as irmãs: “Diga às irmãs que trabalhem só para o Senhor, que tudo é nada… só Jesus… Jesus”.
Logo muitas pessoas começaram a visitar o seu túmulo, e foram relatadas graças e curas. Ela foi beatificada pelo Papa Pio XII em 8 de junho de 1952 e canonizada pelo Papa São João XXIII em 11 de maio de 1961, e alguns dos doentes de quem ela cuidou estavam na cerimônia! Seu corpo repousa em Vicenza, e sua festa é celebrada no dia 20 de outubro.
Santa Bertilla nos ensina que Deus não escolhe os mais espertos nem os mais fortes: Ele olha para o coração. Com amor, até as tarefas mais simples, como lavar, cozinhar e cuidar de alguém, podem levar ao Céu.
Oração:
Santa Maria Bertilla, você que foi chamada de lenta e sem talento, mas que Jesus escolheu para mostrar que o amor vale mais do que tudo, ensine-me a fazer as pequenas coisas de cada dia com carinho e humildade. Proteja os doentes, as crianças nos hospitais, os enfermeiros e todos os que se sentem rejeitados ou sozinhos. Ajude-me a confiar sempre em Jesus, como você confiou, e a encontrar n’Ele a minha força.
Amém
Mensagem:





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