São Peregrininho

Padroeiro:

Dos doentes de câncer e úlceras.

História:

Peregrino Laziosi nasceu em Forli, na Itália, em 1265. Filho único, e seu pai era um homem muito culto, de família tradicional e ilustre.

Cresceu em meio a uma população conhecida pelo espírito reacionário e anárquico. Era um jovem idealista, intempestivo, onde participou do movimento dos Gibelinos, um grupo ligado ao imperador, que lutava contra o Papa.

Em 1283, um dos sete fundadores da Ordem dos Servos de Maria, São Filipe Benizi, foi à Forli com a missão de pacificar a população. Em um de seus discursos pedindo paz, o grupo de inimigos do Papa expulsou São Filipe da cidade com muita violência, e Peregrino, que fazia parte do grupo, o agrediu com socos e bofetadas.

Caindo em si depois, ficou arrependido por ter agredido um servo de Deus. Por isso, Peregrino foi atrás do Pe. Filipe para pedir perdão. São Filipe o perdoou e acolheu com amor, sem ressentimentos. O perdão e o amor do São Filipe tocaram profundamente o coração de Peregrino.

Desde então, Peregrino começou a rezar à Virgem Maria suplicando sua conversão e que a Mãe de Jesus mostrasse a ele qual caminho deveria trilhar. Pouco tempo depois, com 30 anos de idade, foi para a cidade de Siena onde ingressou na Ordem dos Servos de Maria, a mesma do Pe. Filipe Benizi.

Um dia, rezando na Igreja de Santa Maria da Luz, ouviu a Virgem Maria lhe falar: ”Tu te chamas Peregrino. E Peregrino serás de nome e de fato. É preciso que tu vás à cidade de Sena. Ali encontrarás os frades chamados Servos da Virgem Maria”.

Seguiu Peregrino para Sena, tendo sido bem acolhido pelos frades, que o vestiram com hábito de Ordem dos Servos de Maria.

Mais tarde, Frei Peregrino voltou para Forli e tronou-se conhecido por levar uma vida austera e penitente, também pela prática da caridade. Fazia com freqüência jejuns, penitência e sacrifícios, dormindo no chão, comendo em pé, passando grande parte da noite acordado, rezando e meditando.

Aos 60 anos de idade, ficou gravemente doente, com muitas varizes nas pernas, que provocaram uma ferida. Com o passar dos dias a ferida foi se transformando numa chaga maligna, que exalava mau cheiro, obrigando-o a viver isolado. O médico do convento diagnosticou que a chaga se propagaria até contaminar a perna toda e, por isso, sugeriu sua amputação.

Na véspera da cirurgia, Peregrino aproximou-se do local onde havia uma imagem do Cristo crucificado e rezou: ”Ó redentor do gênero humano, quando estavas neste mundo, curastes pessoas de toda sorte de doenças. Purificaste o leproso, devolveste a vista ao cego. Digna-te, pois, Senhor meu Deus, a livrar a minha perna deste mal incurável. Se não o fizeres, será preciso amputá-la.”

Naquela noite, durante o sono, Peregrino viu Jesus descer da cruz e tocar-lhe a ferida. Pela manhã, o médico testemunhou que a ferida tinha desaparecido.

Peregrino morreu aos 80 anos de idade, seu túmulo começou a ser visitado por muitas pessoas e sua fama de santidade foi aumentando. Na Igreja dos Servos de Maria, de Forli, existem registros de vários milagres do santo.

Em 1726, a Santa Sé reconheceu três milagres de São Peregrino: a cura de um menino paralítico, a cura de uma religiosa e a de um sacerdote; os dois últimos, vítimas de câncer. No mesmo ano ele foi canonizado pelo Papa Bento XIII e passou a ser conhecido como o padroeiro dos doentes de câncer.

Oração:

São Peregrino, humilde servidor de Deus, vem em minha ajuda, sustenta-me em minha debilidade. A enfermidade invade meu corpo e faz a vida incerta, a tristeza envolve meu coração e me desespera.

Por vossas súplicas, alcança-me uma fé viva, e uma esperança firme, a fim de que a mão de Deus se estenda sobre mim, me livre de todo mal, sare meu corpo e que se cumpra a sua vontade sobre mim.

Que em sua ternura eu seja fortalecido em minhas angústias, para que eu possa viver e ser testemunho de sua presença em minha vida.

Amém

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